| Um paradoxo pedagógico |
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| Escrito por Charles Richet |
| Sex, 20 de Novembro de 2009 18:46 |
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No AIKIDO evitamos nos machucarmos desnecessariamente durante os treinos. Buscamos demonstrar de maneira cooperativa a aplicação das técnicas no contexto do treino, sendo o treino executado em dupla e alternando a papel de agressor e defensor. Como a pretensão de virar um “lutador de rua” e a ausência de competição no AIKIDO, existe um clima de camaradagem, coleguismo, que não é confundido com falta de postura marcial durante os treinos. O crescimento de um indivíduo no dojo repercute em todas as pessoas que freqüentam a instituição. O dojo de AIKIDO então é um lugar para o crescimento do indivíduo em todos os sentidos e não para o aprendizado exclusivo de técnicas de defesa e combate.
Talvez o pior desajuste que exista em um dojo tradicional seja a pessoa que cai de pára-quedas, sem saber o que é BUDO, AIKIDO, e etiqueta e boas maneiras. Ainda há pessoas que iniciam a prática do AIKIDO sem saber o mínimo a respeito dos aspectos tradicionais e culturais desta arte. Essas pessoas iniciam ou por indicação de alguém que muito consideram, ou porque vem um filme e acha interessante ou pior, porque tem a intenção dolosa de usar as técnicas em proveito próprio. Não ficam muito tempo, e ou se ficam, são aqueles que sempre mostram desajustes, antipatia e se mantêm ali por conta da tolerância, benéfica ou não, do instrutor.
O’sensei preconizava que sua arte, AIKIDO, deveria ser um instrumento para unir humanidade. Isso seria feito através do treinamento holístico, desenvolvendo os aspectos físicos, emocionais, mentais e espirituais, ou de maneira mais simples: resgate do ser humano de sua identidade cósmica.
Havia um conjunto de ilhas habitadas por macacos. Os cientistas introduziram batatas nas ilhas, mas nada aconteceu. Em seguida, treinaram uma macaquinha a extrair a batata do solo, a lavá-la e a comê-la. Passado algum tempo, os outros macacos, começaram a imitá-la e a extrair a batata do solo, a lavá-la e a comê-la. Este comportamento foi-se propagando até que o centésimo macaco adquiriu o novo comportamento.Nesse momento ocorreu um fenômeno intrigante: os macacos das ilhas vizinhas, onde também tinha sido introduzida a batata, mas nada havia sido ensinado e que não tinham ligação direta com os macacos da primeira ilha, espontaneamente passaram a extrair a batata do solo, a lavá-la e a comê-la...Isto é conhecido como a síndrome do 100º macaco. É a crença que temos que quando uma determinada massa crítica de pessoas atinge um novo patamar de experiência, a humanidade como um todo evolui com essa experiência.
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| Última atualização ( Sex, 20 de Novembro de 2009 19:09 ) |



O caminho ocidental preconiza, em grande parte dos caminhos de aprendizado, a absorção da maior quantidade de conhecimento para posteriormente haver a aplicação deste na prática. Na prática oriental, conhecimento e experiência são adquiridos conjuntamente, através da “prática disciplinada”. A pessoa através da prática vai absorvendo os conceitos que são de difícil explanação verbal. Como falar sobre conceitos como energia interior? Há coisas que apenas na prática, e nisso a cultura oriental é mais avançada que nós, priorizando a prática ao acúmulo teórico estático.