| Razão e proporção - técnica |
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| Escrito por Charles Richet |
| Sex, 04 de Dezembro de 2009 16:20 |
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Nesta semana um aluno perguntou-me sobre a maneira de receber uma técnica, ukemi(receber com o corpo). Ele apresentou uma dúvida em relação ao sistema pedagógico aprendido em seu lugar de origem. Dentro da ética eu lhe explanei as diferenças, visto que conheço seus antigos professores, e os “porquês” de cada método. Um dos pontos centrais da conversa era a proporcionalidade do vigor na aplicação das técnicas. Elucidar alguns pontos ajuda a compreender esta questão: 1 - Prática baseada na força física: maioria dos iniciantes, pessoas com hipertrofia muscular e pessoas com exclusiva intenção de aprender técnicas de defesa; 2 - Prática baseada na técnica mecânica: maioria das mulheres, iniciantes com o mínimo de esclarecimento sobre os fundamentos do AIKIDO, pessoas menos favorecidas fisicamente e pessoas mais intelectualizadas; 3 - Prática baseada na extensão do ki: pessoas com pretensões espirituais e compreensão das pretensões elevadas na aplicação das técnicas no AIKIDO; As pessoas do primeiro gênero praticam usando demasiada força por vários motivos: confiança em um físico desenvolvido, no próprio peso, arrogância, excesso de testosterona, insegurança, necessidade de auto-afirmação, ignorância/falta de informação e alguns poucos por maldade. Baseado na minha experiência, essas pessoas são orientadas a não usar excesso de força baseado na filosofia de aprendizado mútuo no AIKIDO e pelo explicito objetivo de aprender a usar a energia interior na aplicação das técnicas. Essas pessoas geralmente não percebem a prática do AIKIDO como uma disciplina, um caminho, mas somente como maneira de se defender “do outro”. Elas não ligarão muito se machucarem seus parceiros e se sentirão bem ao ver a dor que infligem aos outros. A mim cabe esclarecer o “como fazer” e os fundamentos da prática do AIKIDO. Demonstrar que não há necessidade do uso de força bruta e que as ações do AIKIDOKA são embasadas nos mais altas aspirações do BUDO e da ética humanista. Homens jovens, com força física e testosterona gostam muito de testar seus limites, e isso é normal e saudável, porém no AIKIDO não há mérito em espancar os menores, os menos graduados, as mulheres e os com mais idade. Canalizamos então todo esse vigor para a formação/melhoramento do caráter e construção de uma postura marcial, polida e humana. Através da prática e dos exemplos demonstramos a diferença de uma prática em cima do tatame e de uma prática de defesa pessoal, contextualizando as técnicas de AIKIDO em situações adversas, com resistência e outros fatores. É explicado que essa experiência, aplicação das técnicas em situações de defesa urbana, é conseqüência do treinamento disciplinado. O aluno não é limitado a praticar apenas de uma maneira, mas é exortado a praticar em diferentes intensidades e respeitando sempre a integridade dos companheiros. O aluno vai graduando-se e naturalmente e aprende a ir explorando os limites de seus companheiros, um dos requisitos para tornar-se faixa preta. No próximo artigo abordaremos mais sobre este assunto, exemplificando, e sobre os outros dois tipos de prática. Até mais!!! |
| Última atualização ( Sex, 04 de Dezembro de 2009 16:46 ) |



