| Plantando o alimento de amanhã |
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| Escrito por Charles Richet |
| Ter, 29 de Dezembro de 2009 22:50 |
"O valor, a boa conduta e a perseverança conquistam todas as coisas e obstáculos que queiram destruí-las e se interponham em seu caminho." Ralph Waldo Emerson Não há nada como o tempo para separar confusão e lucidez, ilusão de realidade, quem brinca e quem faz sério, o joio do trigo. Ser sério no que se faz nem sempre é garantia de paz, ao contrário, pode ser o bilhete para perseguições, incompreensão e solidão. Aquele que escolhe o caminho reto, sem atalhos, sem subterfúgios descobre que o seu prazer é pessoal, não deve depender do reconhecimento alheio. Esperar compreensão exterior é escolher frustrar-se na tentativa de que o próximo lhe compreenda. Lembro de ter lido uma vez que a postura que mantínhamos ao estarmos sozinhos era o reflexo mais claro de que tipo de praticante/pessoa somos. Esse tipo de conhecimento me fez repensar sobre o que quero para mim, que tipo de pessoa eu escolho ser e se o que faço é realmente o que quero, se não é inveja, vontade de ser mais que meus semelhantes ou ser outra pessoa admirada é que me motivam. É compreensível que o ser humano admire e deseje ser que não é, de certa maneira isso o motiva a progredir, porém querer ser como fulano ou mais do que beltrano é garantia de frustração pois nos coloca na busca do objeto exterior, algo que não conhecemos na intimidade e é passível da nossa interpretação distorcida. Eu já me peguei muitas vezes querendo ser como um sempai* que admiro ou como um sensei* ou shihan* que acho serem fenomenais. Essas atitudes me deram muitas horas e dias de depressão e até discussões familiares. Ignorei quem eu era, ignorei a minha percepção e pior, ignorei a sabedoria superior que me guiava. Porém não há tempestade que dure para sempre quando se busca luz. Depois de escolher ficar idolatrando os outros eu percebi que só há uma pessoa que pode treinar, entender e crescer por mim: eu e somente eu. Os meus sempai, sensei e shihan podem me mostrar parte do caminho, me ajudar em uma ou outra travessia e me orientarem naquilo que para eles já é natural, mas percorrer o caminho somente eu posso fazer. Ter suas próprias frustrações, descobertas, interpretação e estilo fazem parte do caminho de cada um, tendo um preço a se pagar claro, mas também com o prazer de descobrir quem se é, o que realmente há em nosso intimo. Na prática de AIKIDO/BUDO há pessoas de diferentes personalidades, idades, sexo, objetivos relativos à prática e compleições físicas variadas. O’sensei* congregava todas essas diferenças, sendo claro que havia um treino omote*, reservado ao público geral e um treino ura*, privado aos uchideshi* e pessoas com maior grau de comprometimento com a prática, tanto física como espiritual. Todos podiam e podem praticar, claro, observadas as tradições e ações que preservem o legado do BUDO japonês, espiritualidade e observações de O’sensei Morihei Ueshiba. “Mesmo estando embaixo de uma grandiosa e frondosa árvore, atente que é em suas raízes que estão as estruturas de sua luta e perseverança” – O’sensei Morihei Ueshiba Fontes: internet e “A Iluminação Através do Aikido” de Kanshu Sunadomari sensei, ed. Pensamento. |
| Última atualização ( Ter, 29 de Dezembro de 2009 23:11 ) |


